domingo, 13 de março de 2011

Japan Station #1

Olá pessoinhas queridas.
Pra varias desculpem os sumiço, ainda estou organizando meus horários, mas não vou enrolar muito não, essa semana não tive tempo de pesquisar muito, por isso não tenho muitas novidades pra vocês.

- Girugämesh inicia sua turnê mundial as datas ja foram divulgadas, vocês podem conferir clicando aqui.
Girugämesh
- Banda Usotsuki Barbie lança novo album, mais informações aqui.
- Luna Sea libera preview de algumas musicas em seu site oficial, confira aqui.
- Mas uma banda que decide deixar o cenário musical, agora é a vez do UnsraW, confira mais aqui.
UnsraW
- Yusuke Suga, ex 12012 em projeto solo, confira.
- Zy n° 55.

Release: Janeiro / Fevereiro 2011
Artistas: D, Matenrou Opera, the GazettE, Kagrra, Ryutaro Arimura (Plastic Tree), J, ViViD, Ryuichi Kawamura, Girugamesh, SuG, Mix Speakers Inc., Kiri (Heidi.)
Confira os scans aqui.

Essa semana o poste foi pequeno e um pouco pobre de noticias, mas espero que gostem e continuem lendo o blog em breve haverão novidades então continuem nos acompanhando.

Bjus e até a próxima semana.

sábado, 12 de março de 2011

Cerejeiras



  Em uma época do ano, os jovens iniciam seu ano letivo, aqueles que terminaram os estudos saem em busca de trabalho, e todo o Japão se prepara para um dos maiores eventos do ano: o florescimento das cerejeiras.
  Essas árvores são tão idolatradas pelos japoneses quanto sua própria bandeira ou hino, e tem razão de ser; apesar de belas, essas árvores florescem apenas uma vez por ano, e sua florada dura apenas cerca de uma semana.
  Apesar de muitos acharem o contrário, as cerejeiras não surgiram no Japão, e sim nas terras dos pandas gigantes e florestas de bambus, a China. Dizem ainda que elas também se originaram na Índia. Não se sabe exatamente quando elas chegaram ao Japão, mas sabe-se que, no século VII, o imperador Saga teria promovido, em Kyoto, o primeiro Hanami: festa de apreciação de flores de cerejeira.
  Tal festival é realizado até hoje, e reúne um público exorbitante. Em cada cidade nipônica, por menor que seja, mesmo que ela nem apareça nos mapas, existe uma associação de cerejeiras, normalmente lideradas pelo prefeito. A Nihon Sakura no Kai é a associação nacional de cerejeiras do Japão, e na época da florada das cerejeiras, ela convoca uma reunião com todos os lideres de associações de cerejeiras, e são escolhidas até rainhas das cerejeiras (comparativamente, pensem em rainhas de bateria no carnaval, só que com mais roupa) e vários países se representam no evento com suas respectivas rainhas. Estados Unidos, Alemanha e Canadá se fazem presentes, e o Brasil se representou no evento por sete anos consecutivos.
Okinawa Sakura
  Por falar no Brasil, as primeiras mudas de cerejeiras foram plantadas por aqui pelo imigrantes japoneses, por volta da década de 70. Nos anos 80, as sementes começaram a ser comercializadas, e a espécie que melhor se estabeleceu nessas terras foi a Okinawa Sakura, como diz o nome, a cerejeira típica de Okinawa, ilha japonesa que tem o clima parecido com o do Brasil. As variedades Himalaia e Yukiwari (essa ultima da região de Shikoku) também se adaptaram ao clima brasileiro. A cereja que compramos no mercado é a brasileira.
  No Japão, o Hanami é comemorado com piqueniques sob as cerejeiras. Um dos maiores eventos do gênero que ocorrem fora do Japão é o Washington National Cherry Blossom Festival, que conta com quase 8.000 cerejeiras.
  A flor de cerejeira é associada aos samurais, que por vezes tinham uma vida tão curta quanto essas flores. Muitos samurais achavam que deveriam morrer sob as cerejeiras. No teatro Kabuki, um cenário de cerejeiras significa, quase sempre, que uma tragédia está para acontecer na peça, visto o simbolismo que a árvore tem.
  Seu fruto, a cereja, tem um significado tanto quanto paradoxal ao representar, ao mesmo tempo, a pureza e a castidade, e também a sensualidade e o desejo insaciável.
Hanami


  A lenda diz que uma princesa chamada Kohana Sakuya caiu do céu perto do monte Fuji, se tornando uma Sakura. Ainda há quem acredite que a árvore tem origem no cultivo de arroz, visto que "kura" é o nome do depósito onde se guarda esse alimento.

  Existem mais de 300 variedades de cerejeiras, com flores de diversas cores e frutos com aparência e formatos bem diferenciados. As cerejeiras pertencem ao gênero Prunus, e nem todos seus frutos são comestíveis. Algumas produzem madeira nobre. A cereja vermelha é a comum dentre as que podem ser consumidas. Existe também a cereja-doce, servida ao natural, e a cereja-ácida, ou ginja, usada para fabricação de bebidas, como a ginjinha, um licor muito apreciado em Portugal. As flores variam, normalmente, de branco a vermelho, sendo a rosa a mais conhecida.
  Não é recomendável consumir mais de 200g a 300g de cereja diariamente, por ela ser rica em tanino, substancia que se consumida em excesso pode causar problemas estomacais.
  Algumas outras plantas, da divisão Magnoliphyta e da classe Magnoliopsida, apesar de não pertencerem ao gênero Prunus, são consideradas parentes das cerejeiras, pois elas também pertencem a essa divisão e classe. Exemplos dessas plantas são o Jatobá (Hymenaea courbaril), a Cerejeira-do-mato (Eugenia involucrata), a Amburana, em suas três variedades, e o pêssego-do-mato (Hexachlamys edulis). Essas quatro plantas são todas brasileira, e duas delas (Cerejeira-do-mato e pêssego-do-mato) são frutíferas, e as outras duas (jatobá e amburana) são produtoras de madeira nobre.

  Cultivar cerejeiras é extremamente trabalhoso, e exige, de fato, uma paciência oriental. Mas vale a pena, só para ver as belas e efêmeras flores.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Entenda sobre os Kimonos

Minna-san! Depois desse feriadão prolongado (no qual, espero, que todos tenham se divertido) estamos de volta! Assim como mencionei mês passado, o Aisuru está retomando suas atividades, paralisadas por um curto período de tempo devido a imprevistos técnicos (leia-se, meu computador me deixou na mão, mas graças a Buda voltará do conserto ainda essa semana). Temos muitas mudanças em prática e muitos anúncios para fazer, e confesso que estou muito empolgada. Primeiramente, temos membros novos na equipe (Jön, estreando a coluna de Comentários, e a Bou, que ficará na área de Notícias Artísticas, junto com a Gueh), e eu gostaria de dar-lhes boas-vindas. Também temos novas sessões, como o Reclame!, um projeto que eu já vinha querendo inaugurar há um bom tempo, então dêem uma olhadinha para se informarem melhor. E por último, repararam no layout? Devo dizer que realmente gostei dessa versão. Ela define bastante o que significa "Aisuru" e eu tive a oportunidade de incrementar mais o blog no quesito imagens. Vocês podem visualizar isso ao clicarem nas diversas páginas contidas aqui, vai ter sempre a imagem de um coraçãozinho fofo gay antes dos anúncios. Nee, vamos ao assunto da postagem de hoje?

Pensando sobre o que eu poderia trazer de bom pra vocês, optei por falar sobre os kimonos. Pra quê coisa mais típica que essa vestimenta tão presente no dia-a-dia dos japoneses? Pra quem acha que os kimonos são todos iguais, eu adianto que não é bem por aí, não. No Japão, há kimonos para quase todos os tipos de pessoa, variando com a hierarquia, com o sexo, a idade e a ocasião. Vocês vão se surpreender com a burocracia gostosa que tem por trás dessa vestimenta tão típica.


Primeiramente, o que é o kimono? A palavra kimono significa, ao pé da letra, "coisa para usar" (ki = usar e mono = coisa) e é usada para denotar uma vestimenta tradicional japonesa. Surgiu na metade do século XVI e era usado, a princípio, como roupa de baixo. Com o tempo, passou a ganhar outros formatos, cores e estampas, vestindo desde a classe humilde até a mais afortunada. O que nós chamamos kimono é, na verdade, o kosode, a peça principal da vestimenta, e devido ao significado abstrato e ingênuo da palavra kimono, fora do Japão, ela pode ser usada pra denominar qualquer gama de roupa.

Os kimonos da antiguidade, pelo menos os mais requintados, eram muito volumosos, com várias camadas (algumas bem pesadas), cheios de cores e acessórios. Com o tempo, esse costume foi se modificando, embora alguns aspectos dessa época ainda permaneçam em certas vestimentas, como é o caso do traje cerimonial de casamento. Mas mesmo os mais requintados não possuem mais o mesmo glamour, até porque uma questão de adaptação, modernização e globalização. Hoje, no Japão, há dois tipos de traje: o Wafuku (vestimenta tipica e tradicionalmente japonesa) e o Yofuku (vestimenta ou estilo ocidental).

Há vários tipos de kimono, que variam com a idade, o estado civil, o sexo, estação do ano, parentesco, ocasião... Apesar de serem muito parecidos visualmente, e muitos deles difereciarem-se apenas por um ou dois desenhos a mais na borda, é ideal que a hierarquia seja respeitada. Podem servir como uma espécie de placa, que avisa que alguém é casado, por exemplo.

Shiromuku: Refere-se ao Uchikake totalmente branco. Nos tempos antigos, era usado pelas mulheres da nobreza, mas hoje em dia faz parte do traje nupcial e é essencial.

Kurotomesode
Furisode: Significa, literalmente, "mangas que balançam", onde a manga varia de 70 a 90cm de comprimento. É o kimono formal das mulheres solteiras, ricamente estampado, com um obi brilhante amarrado nas costas. Costuma ser usado no Seijin Shiki (Dia da Maioridade, comemorado em janeiro, quando as moças completam 20 anos) ou nas recepções de casamentos, quando são parentes da noiva.

Kurotomesode: "mangas curtas preto", decorados com 5 kamons (escudos de família) impressos nas mangas, peito e costas. É o kimono mais formal das mulheres casadas e é usado, geralmente, pelas mães dos noivos no casamento.

Houmongi: ou "traje de visita", geralmente em tons pastéis, decorado em uma das mangas. É um pouco menos formal e é eventualmente usado pelas amigas da noiva no casamento ou recepções e festas.

Iromuji: Kimono de uma só cor, que pode ter textura mas sem decoração em outra cor, usado principalmente em Cerimônias do Chá. Pode ter um pequeno bordado decorativo ou um kamon nas costas. É pouco formal, mas considerado elegante demais para o uso diário.

Yukata
Komon: "estampa pequena", é um kimono decorado com uma figura pequena que se repete padronizadamente por toda a peça. É casual, pode ser usado para sair à tarde ou jantar à noite em um restaurante, podendo ser escolhido tanto por solteiras quanto para casadas.

Tomesode: ou "mangas encurtadas", kosode de seda com mangas que variam de 50 a 70cm. O nome veio do costume de, quando casadas, as mulhes usavam apenas kimonos de mangas curtas (ou cortavam as dos que já tinham) como símbolo de fidelidade ao marido. A maior parte dos kosodes são desse tipo.

Yukata: O meu favorito, é o mais informal de todos os kimonos. É feito de algodão e é bem leve, podendo ser usado no dia-a-dia ou em Matsuris (festivais).

E aí, muita informação? E olha que eu selecionei apenas os que achei mais importante. Ainda existem muitos outros tipos de kimono, mas como tem uma diferença pequena demais, resolvi mostrar aqui apenas os mais importantes. Não quero me ater apenas, porém, às denominações dos kimonos e o lugar onde são usados. Vocês sabem como se chama aquele tamanco de madeira que os japoneses usam junto com os kimonos? Ou como se se chama o kimono masculino? Bem, são duas curiosidades que eu quero compartilhar com vocês.

A sandália de madeira usada pelos homens e mulheres japoneses junto com o Yukata se chama Geta, e geralmente é informal. O kimono masculino é muito mais simples que o feminino, contendo pouquíssimas variações. Geralmente é de tamanho único, ajustável, e resistente. Pouco bonito, talvez, mas muito funcional e confortável, diferente das pesadas roupas femininas. E você sabe o que é o Obi? É aquela faixa que mantém o kimono fechado. Os homens geralmente os usam embaixo da barriga, enquanto as mulheres em torno do tronco e amarrado nas costas. Uma coisa interessante sobre o Obi é que a posição dele é o que diferencia uma Gueixa de uma Oiran, sendo esta segunda a verdadeira "prostituta japonesa", e não a primeira, como a maioria costuma pensar errôneamente. As Oiran usam o Obi amarrado na frente do corpo, para facilitar na hora de desamarrar, enquanto as Gueixas os usam na parte de trás. Os dois tipos são incrivelmente semelhantes, diferenciando-se visualmente apenas pela posição do Obi.


Apesar de bonito, o kimono não é mais tão usado como antigamente. Os japoneses, nos dias de hoje, optam por looks ocidentais e modernos, e o kimono só vem sendo utilizado em ocasiões formais ou especias, como a Cerimônia do Chá, o casamento ou festas particulares. Uma prática que eu, particularmente, não achei muito legal. Espero que, daqui a alguns anos, eles não deixem o kimono completamente de lado.

Nee, e aí? Espero que tenham aprendido um pouco mais sobre os kimonos. Eu não disse que não era tão fácil? Então! E pensar que algo que víamos parecer tão simples tem tanta variação, tipo e ocasião...

Até mais, gente!